Play Ground
Mestrado Integrado em Arquitetura Departamento de Arquitetura Universidade de Coimbra
Oficina de Autoconstrução em Madeira Largo Alberto Leitão, Pérgola das Piscinas Municipais, Parque Verde António Manuel Marques e Praia Fluvial da Ponte, Penacova
Aludindo ao carácter lúdico-construtivo da dérive, a oficina de autoconstrução em madeira “Play Ground” propõe a criação de uma série de instalações site-specific que estabelecem um percurso arquitetónico de experiência espacial à escala do objeto, estimulando a descoberta de vistas e de lugares alternativos. O projeto e a construção destas estruturas experimentais efémeras são desenvolvidos num processo participativo, envolvendo a comunidade académica e artesãos locais, que visa reforçar um sentido coletivo de pertença, ao mesmo tempo que procura promover a reconfiguração da paisagem urbana de Penacova, através da ativação de espaços públicos menos visíveis ou utilizados, conferindo-lhes um significado novo ou diferente. Esta iniciativa é uma oportunidade para levar a arquitetura à cidade num diálogo que procura diluir os limites da educação académica e privilegia o “aprender fazendo”, expondo os participantes a diferentes metodologias para abordar a prática do projeto, fora da perspetiva tradicional da “investigação pelo desenho”.
Tutores
António BettencourtAntónio MonteiroDésirée PedroLuís Miguel CorreiaPedro BrígidaPedro Martins CarvalhoPedro Maurício BorgesSusana Lobo e João Gomes com Francisco MonteiroGustavo LourençoNina BrouwerPedro Ávila
Apoio
Município de Penacova
Tintas Robbialac, Lda.
Colaboração
Móveis Viseu, Lda.
Datas
Oficina: 8 a 16 julho Intervenção: 18 julho a 7 setembro
Estudantes
Ana Baeta
Bárbara Alves
Carolina Lima
Carolina Nunes
Fábio Fontes
Helena Simionato
Inês Abreu
João Veleda
Jorge Pinto
José Carlos Borges
Leonor Silveira
Margarida Machado
Maria Santiago
Maria Stamm
Marta Pinto
Neuza Pereira
Paulo David Carvalho
Raquel Santos
Sara Figueiredo
Tomás Tadeu
ANTI-MIRADOURO
Parque Verde António Manuel Marques, Penacova
Segundo Vitorino Nemésio, que aqui comprou moinhos e uma mata, a razão de ser da fama de Penacova são os miradouros: o Penedo do Castro, a pérgola do Raul Lino, o mirante do Nicola Bigaglia, a pérgola do Jó das Bifanas. Lugares altos para admirar, as palavras são de Nemésio, “a luz e penedia”. Por estes dias de excesso de sol e luz e nesta cova entre penedos, propomos um anti-miradouro: contra a exterioridade, um lugar para a interioridade; contra a linha do horizonte, um ponto de proximidade; contra a luz, a penumbra. Esta obra foi projetada para o Parque Verde da vila de Penacova. Situado a meia encosta, numa área movimentada por feiras mensais, entre os edifícios do Centro de Saúde e dos Bombeiros Voluntários, o Parque Verde passa despercebido. É um espaço público subutilizado. Sem entrada sinalizada, carece de atenção. Na plataforma existente, a estrutura criada define-se por uma sucessão de anéis que diminuem gradualmente de tamanho, revestidos com placas de OSB, criando, assim, uma perspetiva forçada e uma sensação de compressão no interior. Como remate, um simples assento.Este espaço de contemplação é proposto para que os utilizadores possam experienciar calmamente todas as sensações proporcionadas pela peça. A mobília no exterior, reaproveitada do depósito de materiais da Câmara Municipal, é colocada em torno da estrutura, procurando organizar pequenos núcleos de conforto na plataforma inóspita. Pintado de amarelo, cor associada à alegria e criatividade, o anti-miradouro assume um outro propósito, marcando o acesso ao Parque Verde
Tutores
António MonteiroPedro Maurício Borges
Estudantes
Carolina LimaCarolina NunesJoão VeledaLeonor SilveiraNina BrowerRaquel Santos
H(À)BITAR A PÉRGOLA
Pérgola das Piscinas Municipais, Penacova
A estrutura desenvolvida, construída em madeira, assenta sobre um espaço preexistente que apresenta uma métrica rigorosa e bem delineada. Esta base impôs uma lógica construtiva clara, que não foi encarada como uma limitação, mas, antes, como uma oportunidade para criar um diálogo entre o novo e o existente. A peça nasce, assim, do respeito por este ritmo e dessa modulação arquitetónica, que se tornam parte integrante do novo gesto construtivo. Ainda assim, a intervenção distingue-se pela liberdade formal com que se desdobra, permitindo a criação de um espaço simultaneamente contido e fluído, com vocação múltipla e identidade própria. Essa liberdade programática garante à estrutura uma capacidade de adaptação que a torna viva e responsiva às diferentes formas de apropriação ao longo do tempo.
Tutores
António BettencourtDésirée Pedro
Estudantes
Ana BaetaBárbara AlvesJorge PintoJosé BorgesMaria SantiagoMaria Stamm Pedro Ávila
Com os Pés na Terra
Praia Fluvial da Ponte, Penacova
A vertigem das montanhas verdes e a velocidade serena das águas frias do rio, revelam um contexto particular. O perfil é íngreme e quase simétrico, o centro é o Mondego, outrora espaço de deslocação de pessoas e mercadorias raras. As barcas serranas, que aí repousam, falam-nos de histórias longínquas. Hoje é lugar de prazer.Na Praia Fluvial da Ponte convergem os sons da montanha, a textura do rio e a cor da terra, em simultâneo com as histórias que projetamos. À memória, acrescem as razões dos sentidos. Com sessenta barrotes de pinho e treze painéis de OSB, procuram-se novas perspetivas e estabelecem-se relações que não existem. A composição da estrutura, espacial e formal, oferece novos significados à paisagem. Filtra-a e enquadra-a. A luz e as sombras desenham outras geometrias, o chão arenoso acolhe-as. Nós somos um dos seus habitantes. Imaginamos que outros seres façam desta estrutura a sua casa. O Mondego pode-a acolher igualmente como sua...
Tutores
Luís Miguel CorreiaPedro Martins Carvalho
Estudantes
Gustavo LourençoMargarida MachadoMaria Inês AbreuPaulo David CarvalhoSara FigueiredoTomás TadeuAna Baeta
Destinatários
A oficina “Play Ground” é dirigida à comunidade estudantil em geral, com preferência para estudantes e ex-estudantes do curso de Mestrado Integrado em Arquitetura. É aconselhável o domínio do desenho à mão e em computador. Após a conclusão da oficina será emitido um Certificado de Participação.
Localização
A oficina será realizada em Penacova. Nos dias 8 a 10 de julho, as sessões de trabalho têm lugar nas instalações da Casa das Artes Martins da Costa. Nos dias 10 a 16 de junho, nas instalações do Móveis Viseu e nos locais das intervenções, para a materialização das propostas.
Calendário
8 julho (terça-feira)
09h00
Partida de Coimbra, Encontro no Largo D. Dinis
09h40
Chegada a Penacova Instalação dos participantes no pavilhão da EB1 de Penacova
11h00
Sessão de abertura da oficina “Play Ground”
11h30
Apresentação dos tutores
12h00
Visita aos locais de intervenção
15h00
Atividades de desenho
18h00
Discussão de ideias
9 julho (quarta-feira)
09h30
Atividades de desenho
14h30
Atividades de desenho
18h30
Apresentação das propostas
10 julho (quinta-feira)
09h30
Atividades de desenho
14h30
Preparação das atividades de construção
11 julho (sexta-feira)
09h30
Atividades de construção
14h30
Atividades de construção
12 julho (sábado)
09h30
Atividades de construção
14h30
Atividades de construção
13 julho (domingo)
09h30
Atividades de construção
14h30
Atividades de construção
14 julho (segunda-feira)
09h30
Montagem das estruturas
14h30
Montagem das estruturas
15 julho (terça-feira)
09h30
Montagem das estruturas
14h30
Montagem das estruturas
16 julho (quarta-feira)
09h30
Finalização da montagem das estruturas
14h30
Finalização da montagem das estruturas
19h00
Churrasco-Convívio UC e Pratt
17 julho (quinta-feira)
09h30
Finalização da montagem estruturas
17h00
Visita às intervenções do festival À DerivA
18 julho (sexta-feira)
17h00
Sessão de inauguração do festival À DerivA
20h30
Jantar festival À DerivA
Candidaturas
A oficina é aberta a um máximo de 24 participantes. O prazo final das candidaturas é dia 30 de junho através do preenchimento e envio do respetivo formulário para info@aderiva.pt.
Inscrição
A inscrição na oficina tem um custo de 20€ e inclui: - Alojamento em Penacova, pequeno-almoço e almoço - Seguro - Material de desenho e para realização de maquetas - Material de construção das estruturas - Aluguer de equipamento e ferramentas - Apoio profissional à construção das estruturas - Apoio à montagem das estruturas nos locais de intervenção - Jantar festival À DerivA
O pagamento da inscrição apenas será solicitado depois de a candidatura ser considerada elegível pela organização, sendo os resultados anunciados no dia 1 de julho. Aprovada a inscrição, os participantes receberão um email de confirmação com os dados de pagamento e outras informações. Os participantes têm um período de três dias para proceder ao pagamento da inscrição na sequência do envio do email de confirmação. A inscrição é validada com o envio do comprovativo de pagamento. Não haverá lugar a reembolso do valor da inscrição no caso de cancelamento da candidatura ou não participação na oficina.
Formulário “Play Ground” aqui.